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30 outubro 2013

O AMOR CANINO HUMANO


Grande parte dos seres humanos ainda ama igual um cachorro.


Quando o cachorro gosta de alguém:

Faz uma grande festa (principalmente com os que os alimentam, lhes dão carinhos, brincam com eles): late feliz, abana o rabo, pula, quer colo, lambe, a festa é total!

Quando o ser humano gosta de alguém:

Aos que satisfazem seus desejos egoístas; concordam com suas opiniões; se submetem aos seus desígnios; acatam suas ordens; ofertam-lhes elogios; estimulam seu narcisismo, seu poder; reconhecem sua pseudo sabedoria, sua beleza; ou seja, concordam e se submetem a este, a festa é a mesma: abraços, beijos, convidam para a sua casa e baladas, falam da sua personalidade altruísta e solidária, ligações diárias, fazem declarações no facebook, curtem, compartilham e marcam suas fotos, e por aí sua imaginação acrescenta.

Quando o cachorro não gosta de alguém ele age de duas formas:

01 – fica lá, quieto no seu canto, “malemar” abana o rabinho, está “cansado”.

02 – ou ele investe agressivamente no fulano dando-lhe uma mordida, ou espera o fulano passar e por detrás lhe dá uma bela mordida onde seu tamanho alcançar.

Quando o ser humano não gosta de alguém ele age de duas formas:

01 – São principalmente indiferentes, apenas olham de canto para saber quem chegou, esse não fede e muito menos cheira, nada pode lhe acrescentar, me oferecer, pois não é capaz de proporcionar os ganhos que busca. Normalmente essas são as pessoas invisíveis, que estão “abaixo” do seu conceito de nível social, intelectual, religioso, cultural ou qualquer outro, ou que tem pareceres, concepções e valores diferentes dos seus, ou ainda, são capazes de mascará-losa si mesmo.

02 – O ser humano, dito racional,amoroso e evoluído, aos que rebatem suas opiniões, criticam suas “verdades”, não satisfazem seus desejos, não lhe oferecem reconhecimento, elogios; não satisfazem suas carências; não curtem ou compartilham seus posts no facebook; mostram (por projeção) suas tendências maldosas ou se mostram mais competentes, saem a forra: ou partem para a “briga” com seus superiores argumentos, xingamentos, agressões verbais e físicas; se dizem magoados, vitimados, injuriados pelo outro (faz isso com aqueles que acredita estar em nível inferior ao seu) ou (quando o outro está acima dele e tem algo a perder) age por detrás, difamando, trapaceando, plantando fofocas, falando mal pelas costas.



“(...) assim caminha a humanidade com passos de formiga e sem vontade.” (Lulu Santos)






Pense nisso!!!!

Forte Abraço!!!

Adilson Costa
Psicanálise & Terapia

16 outubro 2013

Ciúmes - esse monstro de olhos verdes

“Oh, tende cuidado com o ciúme. É um monstro de olhos verdes, que zomba da carne de que se alimenta”.
da peça Otelo, de Shakespeare




Muitos asseguram que o ciúme apimenta uma relação, outros que é uma prova de amor, mas será?

Creio que não! Como um ingrediente “tão bom” do amor é um fomentador de brigas, desentendimentos, separações e até homicídios na relação de um casal ou na vida de muitos? Você deve estar pensando sobre o ciúmes na medida certa... enquanto eu penso que não existe essa medida na subjetividade humana.

O ciúme é um sentimento que está intimamente ligado a posse, ao domínio sobre o outro, o controle, o autoritarismo, a fraqueza moral , e principalmente a insegurança emocional, a dificuldade em lidar com a perda, o medo do abandono, o orgulho em admitir que foi abandonado, trocado, pois não é uma “boa” pessoa para se conviver

Então, o ciúme não tem nenhuma relação com o amor. Tem sim com a posse e a inveja.


Segundo o “Dicionário Houaiss”, ciúmes é um estado emocional complexo que envolve um sentimento de que se pretende amor exclusivo; receio deque o ente amado dedique seu afeto a outrem; zelo; medo de perder alguma coisa. O ciúme é um estado de desassossego, de agitação mental, que surge por efeito de suspeitas (infundadas ou não) de infidelidade sexual ou afetiva, ligada diretamente ao fracasso do gerenciamento da perda do espaço, do “colo”, da atenção e carinho. Esse gigante apodrecido da alma se engendra não somente nas relações amorosas, mas por entre filhos, amigos, objetos, intelectualidade, coisas, sistemas, trabalho.

O ser ciumento é sempre alguém com baixa autoestima, inseguro de suas capacidades, e reage fantasticamente as supostas perdas reais ou ilusórias que vivencia (ou produz), derramando pesada carga emocional com os que convivem, a ponto de fazer dela uma verdadeira obsessão mental e possessão do outro.

Existe um ciúme natural, em consequência do receio de perder o objeto amoroso. É uma dor narcísica, racional, porém transitória. Não existe nada de errado em sentir ciúmes (na relação amorosa, não sentir ciúmes pode ser avaliado como falta de amor e interesse), pois tenho um sentimento diferenciado por aquela pessoa, objeto, sistema; há investimentos emocionais, sonhos e objetivos comuns que não se quer perder (pois irá causar dor), tanto no que se investe quanto naquilo que se recebe. O receio é de perder a pessoa e não aquela pessoa em especial.

Além dessa linha imaginária, todo o excesso torna-se prejudicial (assim como em tudo na vida), não saudável, doentio. Extrapola-se o limite da racionalidade e se adentra ao mundo da fantasia, da imaginação, do delírio, da possessão. Qualquer mudança de rotina ou atitudes, atrasos, vestimentas, amigos, torna-se motivo de cobranças e perseguições. Na era das redes sociais esse estado tem alcançado patamares ainda maiores.


São diversas as raízes geradoras do ciúme. A grande maioria se inicia nas relações infantis, por exemplo, a chegada de um irmão, tende a gerar ciúmes, tendo em vista a necessidade de atenção que o novo irmão requererá, gerando então, a perda da atenção e carinho por parte dos cuidadores. Assim como a criança que foi negligenciada, sentiu o abandono, teme nas suas relações futuras que a situação traumatizante aconteça e deseja exclusividade buscando evitar a sensação traumática. Outras de raízes mais profundas ocorrem e necessitam de mais ampla investigação e resignificação, como os impulsos ou desejos próprios reprimidos de desejos poligâmicos ou homossexuais. Outras vezes, o ciúme traz comorbidades com a depressão, ansiedade, amor patológico.


Quem sofre de ciúmes sofre tanto psíquica quanto fisicamente, e necessita de auxílio especializado, que visam além de encontrar suas causas, elaborar e promover mudanças no comportamento, mas principalmente no amadurecimento do ego,a autoestima, a segurança emocional e confiança pessoal.

Pense nisso!

Forte Abraço

Adilson Costa
Psicanálise & Terapia

12 agosto 2013

"As influências infantis nas escolhas dos adultos" (minicurso)

O inconsciente é, primordialmente, a força soberana que nos confere identidade social e nos impele a escolher a mulher ou o homem com quem partilhamos a vida, a escolher a profissão que exercemos, a cidade ou casa em que moramos – escolhas que julgamos deliberadas ou fortuitas, ao passo que, na verdade, nos foram sutilmente ditadas pelo inconsciente. O inconsciente é a força que nos impele a repetir serenamente os mesmos comportamentos bem-sucedidos e a repetir compulsivamente os mesmos erros e os mesmos comportamentos de fracasso. A única coisa certa é que ele, o inconsciente, que rege a incidência dos episódios felizes e infelizes que constroem a nossa existência. (JDN)
Nada há de novo naquilo que fazemos. Estamos sempre repetindo o ruim e o bom em nossas vidas. Repetimos para preservar nossa história passada.
No minicurso, “A influência infantil nas escolhas dos adultos”,você aprenderá a usar a força do seu inconsciente a seu favor, ampliando seus padrões repetitivos positivos e alavancando a sua vida, ao passo em que aprenderá a não permitir que os padrões repetitivos negativos do seu passado causem sofrimento e conturbem a sua vida.

MUDE O SEU PRESENTE ENTENDENDO O SEU PASSADO INCONSCIENTE


23 maio 2013

Autoestima no trabalho


A cada dia o ambiente corporativo tem se tornado uma “selva de leões”. A urgência – e cobranças – em se atingirem metas e ganhos financeiros tem colocado as pessoas no limite, frente a competitividade das organizações.

Somente o exercício do trabalho engendra grande demanda física e psíquica por parte do trabalhador, e o acréscimo das exigências da vida profissional contemporânea; a pressão por produtividade, unindo-se a necessidade dos bons relacionamentos, frente a um chefe autoritário; a deficiência de reconhecimento profissional; a atualização e aperfeiçoamento, a “falta” de valorização financeira; a cobrança dos clientes; um ambiente de trabalho conturbado com colegas de trato difícil, por vezes preguiçosos; as fofocas sabotadoras; o assédio moral,;boicotes, e outros que lhe vieram a mente, tornam o exercício ainda mais complexo.

Haja autoestima!
Mesmo com as empresas investindo na profilaxia das doenças físicas e psicológicas, elas ainda se mantém em crescimento como maiores causas do afastamento do trabalho. Mais do que as doenças físicas, as conhecidas doenças emocionais são o “top” destes, pois as doenças físicas acabam se transformando – ou já eram – em doenças psicológicas. Os desgastes das performances profissionais se alargam em estresse, quadros depressivos, dependência química, burnout, quadros de ansiedade, angústias, e outros, que correm soltos nas empresas. Conjunto clássico básico de excesso de trabalho, pressão por resultados e baixa autoestima dos funcionários.

A autoestima é uma avaliação que se faz de si mesmo; o conceito que se tem sobre as qualidades e imperfeições, sobre os erros e acertos; a forma de falar; a aparência física; a forma como cada um se cuida; o respeito ao seu valor pessoal. É sobre o bom e belo que cada ser humano possui.

Ela interfere diretamente na produtividade, no desempenho profissional, na saúde e nos relacionamentos pessoal, afetivo, familiar e social das pessoas.

Autoestima é a janela com que olhamos para o mundo interior e exterior. É o segredo para o seu sucesso ou fracasso como pessoa, a realização de seus sonhos, a sua felicidade. Ela reflete o que pensamos sobre nós, sobre a vida, nossas crenças, nossas convicções, nossos paradigmas. Por exemplo, se uma pessoa tem uma visão ou sentimento negativo ou depreciativo do mundo, na realidade ela está expondo o que pensa de si mesmo. Isso é apenas um reflexo do seu mundo interno, da sua autoimagem, da sua autoconfiança, e principalmente da autoconsciência de si mesmo!

O mesmo exemplo pode ser aplicado ao trabalho que exerce. As definições de seu trabalho, atitudes, como se relaciona com as pessoas também refletem como ela se sente intimamente. Mas você pode estar pensando que conhece pessoas que tem alta autoestima no trabalho. Será? Creio que possa ser uma autoestima mascarada. Aliás, uma alta autoestima já mostra uma desarmonia – não gosto da palavra equilíbrio em questões psicológicas, porque equilíbrio é algo que sustenta a condição de termos de estar sempre compensando algo para equilibrar forças opostas que sugere a busca igualdade, e esta igualdade nunca irá existir. Enquanto a harmonia reflete esse pensar simbólico de encontrarmos beleza e agradável sensação entre as ambivalência que vivemos – o ideal é ter uma boa autoestima, nem mais, nem menos.

Na autoestima mascarada a pessoa “tenta” mentir para si mesmo, pois se ela precisa se comparar a alguém a ponto de diminuí-la, postar-se com arrogância ou prepotência, competir – em qualquer sentido – fazer comparações com um ou outro, então sua autoestima não está boa.

Quem tem boa autoestima não necessita inflar seu ego através de reconhecimento, elogios, valorização; não usa de seu pseudo status, poder, cargo para se sentir onipotente, soberano; não sucumbe ou se torna agressivo com críticas; não se deprecia, se põe como vítima para obter ganhos secundários.

Quem tem boa autoestima se respeita, tem confiança, tem autoimagem realista e, principalmente, tem autoconsciência (autoconhecimento). Esses são os pilares fundamentais da autoestima que se pode – e se deve – desenvolver no mundo corporativo e em todas as outra relações.

A autoestima é formada principalmente na infância, mas ela não é inflexível, ela pode ser mudada, mas não se muda a autoestima com uma promoção, um aumento de salário, um curso de MBA, uma pós graduação, um mestrado, uma lipoaspiração, uma “siliconada”. Na realidade pode mudar, mas é temporário, superficial, pois a sua essência não mudou; as mudanças são externas e não internas.

Melhorar a autoestima requer um trabalho barulhento de revisão e mergulho nos padrões de comportamentos equivocados que fomos assimilando em nossa vida e que se inicia nas falas e atitudes de nossos pais, familiares, professores (as), amigos (as), namorados (as), chefes, nos traumas, nas fantasias que criamos, e norteiam o que pensamos a nosso respeito, mas sempre sobre a ótica do outro sujeito. E se você quiser observar agora, utilizou-se disso sua vida inteira.
Não! Acho que você não vai querer isso. É melhor continuar assim com buscas externas, sempre tentando compensar e acreditar que a responsabilidade é dos outros por sua infelicidade nesse trabalho entediante e estressante ou pelo seu insucesso profissional por estar trabalhando em algo que não suporta; por ter que tomar diversas medicações para segurar o “reggae” da loucura que sua vida se tornou nessa “selva de leões”; pelo seu insucesso nos relacionamentos afetivos atraindo sempre mais do mesmo “tipo” destrutivo; por você se sentir a última bolacha do pacote... só o farelo;  

Ops!!! Esse é um texto sobre autoestima no trabalho!!! Você tem razão, mas deve ter percebido que uma coisa se liga a outra, que se habitua nesse e se ramifica no outro.

A base da autoestima é formada na infância. Detectar e elaborar as influências perniciosas dessa fase é o início do caminho de mudança. A primeira noção para a formação da autoestima é o olhar que os tem sobre a criança e a forma com que cuidaram e o que disseram sobre você. Se a superproteção sufocou sua autonomia e hoje há dificuldades em fazer escolhas e assumir a responsabilidade pela sua vida; se tudo que você fazia era motivo de crítica e repreensão e você cresceu inseguro e sem confiança; se a falta de elogios e incentivos fez você achar que não tem valor; se a disciplina rígida e autoritária fez com que você se tornasse submisso e não consegue expor suas idéias; se a educação agressiva moldou em você defesas automáticas e também agressivas de se relacionar; se a ausência de afeto gerou um sentimento de abandono e solidão; e tantos outros tipos de educação equivocada, você pode mudar tudo isso, pois você cresceu, é um adulto e pode gerenciar e decidir o que quer fazer com os acontecimentos.

Aprenda a gostar de você, com suas qualidades e limitações. Use sua Inteligência e deixe de reagir e comece a sentir. Não se pode viver sem se avaliar, sem ter consciência de si mesmo. Estenda a consciência para entender os benefícios do seu trabalho em sua vida e personalidade. Trabalhe de corpo e alma, tenha curiosidade de aprender e se aperfeiçoar, principalmente emocionalmente. Tenha consciência da sua vida, dos padrões que se repetem, as crenças destrutivas. Use seu raciocínio!
Não se compare com esse ou aquele colega de trabalho. Não se compare com ninguém em sua vida. Somos únicos e incomparáveis. Faça o que é capaz de fazer ampliando seus limites dentro de seus valores. Sempre haverá pessoas em melhores e piores condições que você. Aprenda a desenvolver seus atributos e qualidades. Siga um bom modelo. Eu disse seguir no sentido de ter um alvo, não para ser como ele, pois você nunca será ele, assim também não é para invejá-lo ou depreciar-se. É no sentido de que se ele foi capaz de atingir essa condição, você também pode, mas no seu caminho e nas suas passadas.

Você não é perfeito. E até morrer não terá tempo de ser. Então pare de fazer fachada para agradar os outros e aprenda que todos os seres humanos, assim como todas as coisas neste mundo são ambivalentes, ou seja, se há a noite há o dia, se há a luz há a escuridão, mas nenhuma são perpétuas. Você tem suas imperfeições mas também tem suas qualidades. É a criança que quando houve “você fez isso errado”, acredita que ela seja toda errada. Hoje você é adulto e sabe que errou naquele momento e naquela situação, mas não é o tempo todo assim. Você acerta bastante também!

Confie! Confiança é a capacidade de perceber como você executa suas tarefas, suas capacidades. Não se acomode, sempre podemos fazer melhor, mas para fazer melhor, as vezes temos que mudar nossas estratégias usando nossa criatividade. Para isso pare de idealizar, de ter autopiedade, de ser a vítima sempre – e reflita o que ganha com essas posturas. Se fez algo e ninguém te elogiou, aprenda a se elogiar e deixar de buscar os elogios dos outros. Para desenvolver a confiança é importante aprender a terminar o que começou e fazer bem feito dentro das suas capacidades, e não tenha medo dos desafios.

Outra dica que posso lhe oferecer é a de buscar apoio e orientação especializada, pois as resistências e mecanismos de defesa interiores são maiores que imagina, por exemplo, como essa de achar que não precisa de ajuda, que ainda não é o momento, que dá conta sozinho, que o problema são os outros, que o investimento financeiro não vale pelas prioridades da sua vida em relação a sua saúde emocional e psíquica, ou mesmo que tudo que leu não faz o menor sentido. E também aproveite a chance de participar de cursos e palestras sobre o assunto e depois me escreva sobre suas mudanças.

Você é um ser único. Possui uma história única. Desejos únicos. E já está na hora de encontrar a sua autonomia, independência e assumir a responsabilidade pela sua felicidade.

Pense nisso!!!

Forte Abraço!!!

Adilson Costa
Psicanálise&Terapia
Facebook: Adilson Costa Psicanálise
Email: adilsonncosta@gmail.com

04 abril 2013

Pessoas Problemas


Aguardava em uma fila e o inevitável aconteceu. Fiquei ouvindo a conversa entre duas pessoas e não consegui deixar de refletir e compartilhar com vocês o ocorrido. Por cerca de uns 15 minutos uma pessoa descrevia a outra a extraordinária e infindável lista de problemas que “outras” pessoas trazem a vida dela. Ela mesma não tinha problemas, somente os que as “outras pessoas criavam em sua vida”. Creio que ela não listou mais porque fora chamada... “próxima”. Também falou do problema de enfrentar uma fila.
Ter problemas todo mundo tem. Uns mais outros menos. Hoje pode não haver nenhum, mas amanhã pode aparecer outro. Não conheço ninguém que está isento dessa exigência da vida. Mas conheço muitas pessoas que adoram cultivar e buscar problemas e conflitos em sua vida, além dos naturais que escapam da nossa iniciativa.


Penso que os problemas fazem parte do pacote de estímulos, que busca, de alguma forma, despertar em cada um, uma demanda interior “adormecida”, mas fundamental para a sua harmonia e amadurecimento psicoemocional, aquisição de valores, aceitação da realidade, percepção e conquista de paz interior, elevação da autoestima, reflexões sobre o sentido da vida, pois assim que saem vitoriosos desse “embate de inteligência”, são essas e outras posturas que percebo, por exemplo, quando meus analisandos se empenham a resolver as situações que os angustiam é isso que faz seus olhos brilharem. Estão mais donos de si, confiantes, determinados, autônomos, felizes. Estão mais amadurecidos na sua estrutura psicoemocional.

Antes de continuar o assunto, quero explicar o porquê coloquei “embates de inteligência”. Simples. Segundo o Dicionário Houaiss – e qualquer outro que buscar – inteligência significa a “capacidade de compreender e resolver novos problemas e conflitos e de adaptar-se a novas situações”. Por isso, as pessoas quando conseguem resolver ou se adaptar aos problemas e conflitos saem conforme descrevi acima.

O ponto crucial e “divisor de águas” é usar a inteligência para discernir aqueles que são nossos e os que são dos outros; se há resolução a curto, médio ou longo prazo; como se adaptar e resolvê-los diminuindo seus possíveis danos; se o problema não tem solução, mas tem uma adaptação.

Há aqueles que, iludidos em si mesmo, vivem sob problemas e mais problemas, e sempre estão projetando nos outros problemas que são seus. Passam a vida transferindo as responsabilidades dos supostos problemas que os outros criaram, e na verdade não enxergam – ou não querem enxergar – que estão todos em si mesmo, frutos do seu narcisismo, egoísmo, autocompaixão, sentimento de inferioridade e incapacidade. Vivem na fantasia, adiando as resoluções que estão dentro de si, no seu relacionamento, na resolução de conflitos passados, na mudança de postura perante a vida, na postura adulta e não infantilizada. E continuam assim, desequilibrando-se intimamente, mesmo quando irrompem os transtornos psicológicos, as contínuas doenças somáticas que tentam fazer-lhes olhar para si mesmo. Continuam rebeldes, desanimados, imaturos emocionalmente, com ego inflado e infelizes. Há pessoas que adoram cultivar e sofrer com seus problemas ou dos outros. Nem resolveram um e já estão mergulhadas em outro, como atraídas inconscientemente. Se acordarem de manhã e não tiverem um problema, saem logo a caça de algum.

E assim caminham, acovardam-se ao enfrentamento e resolução dos seus problemas, ou pior, transferem-na para que outras pessoas – pais, cônjuges, deus, o acaso – possam solucioná-las.

O amadurecimento psicoemocional requer sempre a reflexão interna. Ser verdadeiro não significa sair por aí falando o que pensa – isso é falta de educação – mas estar em conformidade com a realidade, tanto exterior, mas principalmente interior.

Nas sessões com um analista, o sujeito desenvolve o autoconhecimento e a aprimoramento psicoemocional necessário para as percepções e fortalecimento interno necessários para transformar os problemas em soluções, erros em acertos, e assim viver melhor e mais feliz consigo e com o meio, não se permitindo mais ser o problema.

O sujeito amadurecido e verdadeiro consigo mesmo, quando defrontado com os problemas e conflitos que lhe servem para atestar e desenvolver a sua emocionalidade e  inteligência, a fim de divisar o farol de dias melhores, encara as situações com a naturalidade de quem tem a confiança e a capacidade de resolvê-los, sem mascará-las, projetá-las ou transferi-las. Quanto mais vai angariando experiências positivas, mais sente a paz e a felicidade que tanto busca.

É como dizia o filósofo.... "ema... ema... ema... cada um com seus problemas".

Pense nisso!

Forte Abraço!


Adilson Costa
Psicanalista
Sexólogo – Terapeuta Sexual
Aconselhamento a Dependência Química
Palestrante

25 março 2013

Personalidade Dependente


 A principal característica do Transtorno da Personalidade Dependente (TPD) é a excessiva necessidade em ser cuidado e protegido. Essa característica o leva a ter um comportamento submisso, aderente, com forte medo de separação e abandono. Se julgam incapazes de funcionarem sozinhos, tem grande dificuldade em tomar decisões, mesmo as mais corriqueiras, sem antes buscar o máximo de conselhos que puder.


Não gostam de ficarem sozinhos por acreditarem não serem capazes de cuidar de si mesmo, e por isso viram um “grude” na pessoa que depende, muitas vezes sem qualquer interesse ou envolvimento no que está ocorrendo. É uma autoanulação e tendem a parecer infantis e apegados.

Deixam que outra pessoa assuma as responsabilidades por suas decisões em áreas importantes da sua vida, como trabalho, amizades, profissão. Quando adolescentes, a passividade permite que seus pais decidam o que vestir, suas companhias, o que devem fazer nas horas de lazer. Se necessitar tomar uma decisão, a ansiedade vai as alturas, sendo comum fugirem de posições hierárquicas de responsabilidades no trabalho.

São pessoas que tem uma grande necessidade de aprovação, em agradar sempre, pois assim afastam a possibilidade da rejeição e do abandono e recebem carinho e apoio que procuram. Para não perderem apoio e aprovação não demonstram discordância com outras pessoas, principalmente das que dependem, mesmo que acreditem ser algo errado, como também não ficam zangados mesmo em uma situação adequada. Não podem colocar em risco que as pessoas se afastem.

A sua dependência e falta de autonomia faz com que se necessitarem dar início a algum projeto, se vejam em grande dificuldade. Estão sempre esperando que o “start” venha do outro, pois o outro faz sempre melhor. Estão sempre precisando de auxílio por se sentirem sem confiança e inaptos, não se sentem capazes de funcionar de forma independente, e vão eternizando sua dependência. Se veem como inseguros, pessimistas, inúteis.

Seus relacionamentos são na maioria das vezes desequilibrados, pois vão ao extremo ponto de suportar violência verbal, física e sexual, assim como realizar tarefas desagradáveis, irracionais, desde que continuem a obter os cuidados, carinho e apoio que necessitam. Manter o vínculo emocional é mais importante.

É comum saírem de um relacionamento e já “engatarem” indiscriminadamente em outro substituto, a fim de sempre serem cuidados por alguém e receberem o apoio que desejam (pais, namorados, cônjuges). Estão sempre preocupados se serão abandonados, mesmo sem justificativas plausíveis. Seus relacionamentos sociais são escassos e estão sempre limitados nas pessoas que depende.

Se esse texto fez sentido para você ou se reconhece alguém, procure ajuda profissional para uma avaliação especializada. Há várias causas que podem tornar uma pessoa – a prevalência é maior em mulheres – a ter o Transtorno da Personalidade Dependente dentro do seu desenvolvimento.

A maioria das pessoas que sofrem de TPD não procuram ajuda terapêutica, sendo comuns diversas idas ao médico por apresentarem sintomas físicos e somáticos. Há uma propensão nestas pessoas de sofrerem de ansiedade, fobias, depressão, devido ao transtorno.

A terapia é o meio mais eficaz nesse caso, tendo como objetivo principal, desenvolver a confiança, autonomia e a capacidade em cuidar de si mesmo.

Pense nisso!

Forte Abraço!

Adilson Costa
Psicanalista
Sexólogo – Terapeuta Sexual
Aconselhamento a Dependência Química
Escritor

Facebook: Adilson Costa Psicanálise

19 março 2013

Doença do Mau Humor. A Distimia.


Sabe aquela pessoa que está sempre de mau humor, que acorda de mau humor? Que é tida como chata, pessimista, negativista. Sempre vista como rabugenta, irritadiça, crítica demais, de temperamento difícil? Que reclama até da sombra e vive de cara fechada? Dizem que tem o “gênio difícil", “ele é assim mesmo”, “é da sua personalidade”.

Pois bem, esse tipo de pessoa pode estar sofrendo de Distimia ou Transtorno Distímico.

Distimia é uma espécie de depressão crônica, entretanto, não possui os mesmos sintomas de um Transtorno Depressivo Maior. Seus sintomas são mais leves, mas se enquadram nos Transtornos de Humor.

A Distimia tem natureza crônica e a pessoa tem um humor depressivo leve a maior parte do tempo, não encontrando prazer e alegria em quase nada, nada está bom, sempre se escora em um lado ruim em praticamente tudo.
A irritabilidade é o principal sintoma, o mais característico.
O Distimico não paralisa a sua vida como em uma depressão, ele a vive continuadamente e pode nem se sentir triste, porém, está sempre reclamando e se queixando. É a caricatura da famosa hiena “Hardy Har Har” e seu inesquecível bordão “oh dia, oh céu, oh vida, oh azar”.
Os Distimicos somam de 3% a 6% da população mundial, sendo que no Brasil existem entre 5 a 11 milhões de pessoas que possuem esse transtorno. É um número expressivo para um transtorno que pode se iniciar na adolescência, antes ou depois dela.

Por trás daquela pessoa amarga, agressiva, implicante, que está sempre triste ou na “fossa”, pode haver uma pessoa Distímica. Há todo um comprometimento da sua vida pessoal, familiar, profissional e social.

O diagnóstico é difícil, sendo necessário muita atenção para estabelecer o diagnóstico da Distimia, já que ela se confunde bastante com a depressão. É comum os distimícos procurarem ajuda médica somente quando uma depressão se instala – o transtorno depressivo é sobreposto.

Segundo o CID 10 (Código Internacional de Doenças)... “A característica essencial do Transtorno Distímico é um humor cronicamente deprimido que ocorre na maior parte do dia, na maioria dos dias, por pelo menos 2 anos. Os indivíduos com Transtorno Distímico descrevem seu humor como triste ou "na fossa". Em crianças, o humor pode ser irritável ao invés de deprimido, e a duração mínima exigida é de apenas 1 ano.”

Eles se rotulam como incompetentes e incapazes: “Sempre fui assim mesmo”; “É assim que eu sou”. Durante o período de 02 anos, se houver um intervalo sem quaisquer sintomas, estes não ultrapassam os 02 meses. Há outros critérios que são analisados, como por exemplo, excluir os casos de incluam o Transtorno Depressivo Maior, Episódio Maníaco, Hipomaníaco, uma condição médica, entre outros.

Na idade adulta, as mulheres estão duas a três vezes mais propensas a desenvolver Transtorno Distímico do que os homens. Falta de apetite ou apetite em excesso, insônia, sentimentos de falta de esperança e cansaços constantes também são traços significativos que se unem a outros sintomas.

As comorbidades aparecem de forma elevada na Distimia, e as mais comuns são a Depressão Maior, abuso de drogas ou álcool ou Transtornos de Ansiedade. O que difere a Depressão Maior da Distimia é que na primeira, a pessoa estava bem, vivendo de forma tranqüila e de um mês a outro, cai em desânimo, indisposição, diminui a vontade de viver. Os depressivos, depois de medicados, conseguem retomar suas atividades anteriores, mas os distimicos sentem maiores dificuldades em se restabelecerem. A medicação reequilibra o distúrbio biológico, mas como “sempre foram assim”, não sabem o que é ter um humor normal, e por isso a terapia é de fundamental importância a eles, possibilitando novos aprendizados para obter um comportamento emocional adequado.

Tanto na Depressão quanto na distimia, a conduta terapêutica é a mesma, necessitando do tratamento medicamentoso com antidepressivos e terapia. Os melhores resultados são obtidos com a farmacologia e a terapia. Isoladamente ambos não alcançam a eficácia desejada.

Irritabilidade, impaciência, negativismo contínuos não são traços de personalidade. São sintomas que precisam ser avaliados adequadamente.

Lembre-se que ela pode acometer também crianças e adolescentes, e estes geralmente se mostram ranzinzas e irritáveis, e também deprimidos, podendo ter baixa autoestima (adultos e idosos também), com fracas habilidades sociais e pessimistas. A Distimia pode se esconder em um comportamento anti-social, agressividade, baixo rendimento na escola.

A terceira idade também pode ser acometida de distimia. Diversos estudos mostram que na faixa etária com pessoas acima de 60 anos de idade a prevalência da distimia nessa faixa etária é alta. São mais de 17% para os homens e cerca de 23% para as mulheres. As queixas se revelam mais fisicamente.

Se você conhece alguém que está sempre irritado, com mau humor constante, que insiste em ver o lado negativo das coisas e está descontente com tudo há pelo menos 02 anos, avalie a necessidade de estimulá-lo a procurar uma avaliação médica, pois ele pode sofrer de Distimia, e sem ajuda ele não irá se enxergar, pois acha que é seu traço de personalidade.

Pense Nisso!

Forte Abraço!


Adilson Costa
Psicanálise & Terapia
Sexólogia - Terapia Sexual
Aconselhamento a Dependência Química


15 março 2013

O que é Sexologia? Quando procurar um Terapeuta Sexual?


O que é sexologia?
É a ciência que estuda o comportamento sexual humano em todas as fases da sua vida, assim como suas influências biológicas, psicológicas, culturais, religiosas, etc.
O sexólogo ou terapeuta sexual é um profissional que auxilia o indivíduo a vivenciar de forma saudável a sua sexualidade. A sexualidade, segundo a O.M.S. – Organização Mundial de Saúde – É “um aspecto central do ser humano ao longo da vida engloba o sexo, identidade de gênero e funções, orientação sexual, erotismo, prazer, intimidade e reprodução.” É
Não se trata somente do ato sexual em si, mas das expressões de pensamentos, desejos, fantasias, atitudes, valores, comportamentos, papeis sexuais e relacionamentos que se vivenciam do nascimento até a morte.

O que faz um Terapeuta Sexual
O Terapeuta Sexual é o profissional que auxilia a entender a sua sexualidade, a trabalhar as dificuldades sexuais e desfazer-se de traumas, mitos e preconceitos que limitam a vida sexual, melhorando o prazer sexual e a saúde sexual, além de prevenir doenças sexualmente transmissíveis, bem como superar as disfunções sexuais que atrapalham o relacionamento amoroso e acontecem nas diversas fases da resposta sexual (falta de desejo, dispaurenia ou dor na relação sexual, anorgasmia, disfunção erétil, ejaculação precoce e retardada, desejo sexual hipoativo ou frigidez, vaginismo, compulsão sexual, etc.), e podem ocorrer por questões psicológicas, condições médicas, ingestão de substâncias.
A orientação sexual é oferecida a casais que passam por alguma dificuldade sexual, também a adultos, adolescentes e idosos, e com isso possam obter uma vida mais saudável e prazerosa.
Uma grande parte dos problemas sexuais enfrentados se deve a questões de crises nos relacionamentos, idealizações, e dificuldades na própria convivência, seja individual ou no casal.
O Terapeuta Sexual está preparado para auxiliar na solução das dificuldades, auxiliando a encontrar a origem das disfunções que desarmonizam a relação, ou mesmo as questões individuais que são egodistônicas.

Quando devo procurar ajuda?
Quando o problema enfrentado tornou disfuncional, quando há sofrimento acentuado e dificuldade interpessoal, comprometendo sua saúde sexual, sua vida pessoal ou da relação afetiva.
Por questões de pudor, educação rígida, vergonha, as pessoas deixam de obter ajuda e na maioria das vezes comprometem ainda mais sua relação e saúde sexual.
As terapias sexuais, principalmente quando realizadas com o casal são eficientes para a resolução das dificuldades, quando estas não dependem de condições orgânicas.
Converse com seu parceiro abertamente sobre a necessidade de procurar um especialista, a fim de resolver mais brevemente a situação, ou se as questões forem individuais, como por exemplo, relacionado à identidade sexual, reflita sobre os benefícios que terá vencer os bloqueios que impedem sua felicidade e nem estar.
Quando mais cedo você procurar um especialista, mais rapidamente entrará em harmonia.
Saiba que quase todos os problemas sexuais têm solução, e a maioria de forma bastante breve.

Adilson Costa
Psicanalista
Sexólogo – Terapeuta Sexual
Aconselhamento a Dependência Química

29 janeiro 2013

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CURSO VIVA BEM E MAIS FELIZ

Módulo I
Autoconhecimento e autotransformação
Conflitos emocionais da realidade egóica
Do egoísmo para a empatia
Afirmando a sua individualidade

Módulo II
A influência infantil nas escolhas dos adultos
Derrubando gigantes: medo, raiva e ciúmes
Vida e morte: uma única face
Desenvolvendo a maturidade emocional

Módulo III
Emoções doentes: questões da psicossomática
Sexo, sexualidade de afetividade
Melhorando os vínculos afetivos
Ensinos éticos espirituais 

 

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