Páginas

25 março 2013

Personalidade Dependente


 A principal característica do Transtorno da Personalidade Dependente (TPD) é a excessiva necessidade em ser cuidado e protegido. Essa característica o leva a ter um comportamento submisso, aderente, com forte medo de separação e abandono. Se julgam incapazes de funcionarem sozinhos, tem grande dificuldade em tomar decisões, mesmo as mais corriqueiras, sem antes buscar o máximo de conselhos que puder.


Não gostam de ficarem sozinhos por acreditarem não serem capazes de cuidar de si mesmo, e por isso viram um “grude” na pessoa que depende, muitas vezes sem qualquer interesse ou envolvimento no que está ocorrendo. É uma autoanulação e tendem a parecer infantis e apegados.

Deixam que outra pessoa assuma as responsabilidades por suas decisões em áreas importantes da sua vida, como trabalho, amizades, profissão. Quando adolescentes, a passividade permite que seus pais decidam o que vestir, suas companhias, o que devem fazer nas horas de lazer. Se necessitar tomar uma decisão, a ansiedade vai as alturas, sendo comum fugirem de posições hierárquicas de responsabilidades no trabalho.

São pessoas que tem uma grande necessidade de aprovação, em agradar sempre, pois assim afastam a possibilidade da rejeição e do abandono e recebem carinho e apoio que procuram. Para não perderem apoio e aprovação não demonstram discordância com outras pessoas, principalmente das que dependem, mesmo que acreditem ser algo errado, como também não ficam zangados mesmo em uma situação adequada. Não podem colocar em risco que as pessoas se afastem.

A sua dependência e falta de autonomia faz com que se necessitarem dar início a algum projeto, se vejam em grande dificuldade. Estão sempre esperando que o “start” venha do outro, pois o outro faz sempre melhor. Estão sempre precisando de auxílio por se sentirem sem confiança e inaptos, não se sentem capazes de funcionar de forma independente, e vão eternizando sua dependência. Se veem como inseguros, pessimistas, inúteis.

Seus relacionamentos são na maioria das vezes desequilibrados, pois vão ao extremo ponto de suportar violência verbal, física e sexual, assim como realizar tarefas desagradáveis, irracionais, desde que continuem a obter os cuidados, carinho e apoio que necessitam. Manter o vínculo emocional é mais importante.

É comum saírem de um relacionamento e já “engatarem” indiscriminadamente em outro substituto, a fim de sempre serem cuidados por alguém e receberem o apoio que desejam (pais, namorados, cônjuges). Estão sempre preocupados se serão abandonados, mesmo sem justificativas plausíveis. Seus relacionamentos sociais são escassos e estão sempre limitados nas pessoas que depende.

Se esse texto fez sentido para você ou se reconhece alguém, procure ajuda profissional para uma avaliação especializada. Há várias causas que podem tornar uma pessoa – a prevalência é maior em mulheres – a ter o Transtorno da Personalidade Dependente dentro do seu desenvolvimento.

A maioria das pessoas que sofrem de TPD não procuram ajuda terapêutica, sendo comuns diversas idas ao médico por apresentarem sintomas físicos e somáticos. Há uma propensão nestas pessoas de sofrerem de ansiedade, fobias, depressão, devido ao transtorno.

A terapia é o meio mais eficaz nesse caso, tendo como objetivo principal, desenvolver a confiança, autonomia e a capacidade em cuidar de si mesmo.

Pense nisso!

Forte Abraço!

Adilson Costa
Psicanalista
Sexólogo – Terapeuta Sexual
Aconselhamento a Dependência Química
Escritor

Facebook: Adilson Costa Psicanálise

Nenhum comentário:

Postar um comentário