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16 abril 2014

Dificuldade em arrumar um (a) namorado (a)

Entre muitos sonhos, namorar, casar e constituir uma família são pontos fundamentais. Encontrar o homem e a mulher ideal, para muitos, pode se tornar algo muito angustiante.

Você deve conhecer alguém que tenha todos os predicados para este fim: bonita, interessante, atraente, simpática, inteligente, honesta (leia-se todo o texto no masculino também). E não consegue arrumar um namorado? Porque com tantas qualidades não obtém manter um relacionamento estável, ou poucos meses depois tudo acabou? O que será que acontece com elas? Será que tem o “dedo podre” como se diz no popular? Há outro grupo interessante que quando tudo se direciona para a realização efetiva do namoro ou casamento tudo começa a ruir. Aqueles que se apaixonam continuamente por pessoas distantes ou compromissadas e nunca conseguem concretizar seu par afetivo.




Sim, os sentimentos de inferioridade, incapacidade, rejeição, desvalorização destroem a autoestima, e muitas vezes a esperança. A frustração é recorrente, por um lado não conseguem estabelecer um vínculo afetivo, por outro, são “cobradas” social e familiarmente pela construção da sua própria família. O tempo passa, os amigos se casam, e o príncipe parece que nunca chega. Depois dos trinta anos, a cobrança vai ficando maior e os sonhos vão se tornando pesadelos.

Cada pessoa escreve sua própria história ao longo da vida e se deve respeitar essa individualidade psíquica, naquilo que se vê e sente por si mesmo, e assim se delineia sua vida. O meu sentir é imponderavelmente o meu sentir. De maneira geral, a clínica psicanalítica nos ensina e auxilia muito a entender e reverter isso.

A experiência infantil, dentro dos relacionamentos parentais é a base a compreensão da maioria dessas dificuldades relacionais, a ponto de Freud, ensinar que a soma de um casal, não é dois, mas seis, ou seja, levamos e projetamos muito (muito mesmo) dos relacionamentos que tivemos (ou não) com nossos pais. Desejos inconscientes, frustrações, fantasias, crenças e estereótipos, sentimento de abandono, de rejeição, culpa. O modo relacional com os pais são projetados e revividos no relacionamento adulto. Busca-se curar as feridas infantis nos relacionamentos futuros, na ânsia de consertar, salvar o torto, repetindo o mesmo modelo. O reprimido sempre retorna buscando um amoldamento.

Entrelaçam-se a este, características como a inveja; a rivalização; o ciúme; relação parcial com o objeto; a dependência afetiva; a voracidade; necessidade de relação simbiótica; idealizações; o desejo de agradar e obter privilégios; o afeto abafado; a agressividade; o comportamento de esquiva; o individualismo; a competitividade com o sexo oposto; o ciúmes; o medo do vínculo afetivo;  as expectativas; a busca da perfeição (de si mesmo e do outro); etc., traçam teias inconscientes que geram os ciclos repetitivos.


É possível mudar isso? Sim! Tenha a certeza disso!

Forte Abraço!


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